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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sexo: proteção natural existe?

Sabemos o quanto o nosso corpo é alvo de estudo de muitos pesquisadores, e apesar das pesquisas terem descoberto muito a respeito do funcionamento dessa máquina tão complexa, ainda há muitas coisas a serem explicadas. 

Recentemente, uma descoberta deixou muitos boquiabertos por aí... segundo uma pesquisa, a mulher tem uma proteção natural contra as DSTs. Leia e veja o que os pesquisadores descobriram.

"Segundo a nova pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (UNC), Estados Unidos, as bactérias presentes na vagina podem proteger a mulher de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a AIDS.

Para o estudo, os cientistas examinaram a mucosa vaginal de 31 mulheres e utilizaram microscópios de alta resolução capazes de proporcionar imagens em sequência ao longo do tempo. Eles queriam verificar se as partículas do vírus da AIDS ficariam presas no muco, ou se elas se espalhariam (o que provocaria uma infecção). Os resultados foram publicados na mBio, uma revista publicada pela Sociedade Americana de Microbiologia.

As bactérias da flora vaginal são consideradas “saudáveis” se uma espécie de bactéria chamada Lactobacillus for predominante, afirmou o autor e líder do estudo, Sam Lai, PhD., professor assistente da UNC Eshelman School of Pharmacy, em um comunicado de imprensa. No entanto, Lai e sua equipe descobriram que uma cepa dessa bactéria, a Lactobacillus crispatus, ajuda a criar uma barreira mucosa que combate o HIV e outras DST.

Os pesquisadores descobriram que o muco cérvico-vaginal que continha Lactobacillus crispatus e níveis mais elevados de ácido d-lático era muito eficaz na prevenção contra o vírus da AIDS.

Mas nem todo muco cérvico-vaginal é igual. Os investigadores também descobriram que o muco não bloqueava o HIV quando os níveis de ácido d-lático e Lactobacillus iners (outro tipo de lactobacilo) eram baixos. O mesmo ocorria quando havia quantidades significativas de Gardnerella vaginalis, uma bactéria associada à vaginose bacteriana (uma infecção vaginal causada por excesso de bactérias na vagina).

“Essas descobertas poderiam levar ao desenvolvimento de novas estratégias para proteger as mulheres contra o vírus da AIDS”, escreveram os pesquisadores em seu estudo.

Infelizmente há uma desvantagem: O corpo humano não pode produzir ácido d-lático, por isso não faria sentido tomar um suplemento ou comer algo especial para aumentar o nível desse composto no muco vaginal. Também não há maneira de conhecer a composição da flora vaginal sem submeter-se a um teste de laboratório como esse. Portanto, a prática do sexo seguro é definitivamente recomendável, ela não impedirá que ele seja prazeroso!"

 Fonte: Women’s Health

sexta-feira, 4 de abril de 2014

MITOS QUE ENVOLVEM AS DSTs

Quando se trata de doenças sexualmente transmissíveis, todo cuidado é pouco. É preciso estar bem informado para não incorporar mitos que são propagados boca a boca, especialmente entre os mais jovens.

1º MITO: Toda ferida ou corrimento genital é uma DST. 
Apesar de ser caracteristica marcante das DSTs feridas e corrimento genital, podem ter outra origem. Para saber o real motivo dos problemas e, assim, ter o tratamento correto, é necessário sempre procurar um serviço de saúde.

2º MITO: DSTs podem ser transmitidas por insetos. 
Insetos não podem transmitir DST. DSTs somente são contraídas através da troca de fluidos nas relações sexuais (sexo oral, anal e vaginal) sem camisinha com alguém infectado, recepção de sangue contaminado, compartilhamento de agulhas e seringas, materiais perfuro-cortantes contaminados e de mãe infectada para o filho, quando não há os cuidados necessários

3º MITO: Filho de mulheres portadoras do HIV também terá o vírus. 
Bebês que nascem de mães com HIV têm até 30% de chance de serem infectadas caso não sejam tomadas as medidas de prevenção necessárias. Quando as medidas são seguidas corretamente, a possibilidade cai para 0,5%. 

4º MITO: Gestantes estão naturalmente protegidas contra as DSTs. 
A gravidez não confere à mulher e seu bebê nenhuma proteção especial em relação às doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, podem trazer consequências muito graves tanto para a mãe quanto para o bebê. Uma gestante com DST pode ter parto prematuro, doença inflamatória pélvica e até interrupção espontânea da gravidez (aborto). Já um bebê infectado pode ter conjuntivite, pneumonia, sepsis neonatal, cegueira, surdez, baixo peso ao nascer ou meningite.

5º MITO: Anticoncepcional, DIU ou ligadura das trompas dispensa o uso de preservativo para evitar DSTs. 
Pílula anticoncepcional, DIU  e ligadura de trompas apenas evitam a gravidez, mas não as DSTs. O melhor meio de se prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis (e também contra uma gravidez indesejada) é o uso de preservativo.

6º MITO: Casais fiéis não precisam usar camisinha. 
Como já sabemos uma pessoa pode se contaminar por outros meios (através de objetos perfuro-cortantes infectados, por exemplo) e transmitir uma doença ao parceiro. Além disso,  sempre pode acontecer um "deslize" que exponha um dos parceiros ao risco. Por isso é importante, mesmo em um relacionamento estável, fazer sexo com proteção

7º MITO: Preservativo feminino pode se perder dentro do corpo da mulher. 
Não é possível a camisinha feminina se perder dentro do corpo da mulher, pois ela é colocada no canal vaginal. Se acontecer da camisinha entrar inteira para dentro da vagina, deve-se retirá-la imediatamente com os dedos.

8º MITO: Se o homem não ejacular na vagina, não há risco de se pegar uma DST. 
As doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a Aids, não estão ligadas necessariamente à ejaculação, mas sim à troca de secreções. Existe a possibilidade de se contaminar com o líquido expelido antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Ou seja: mesmo sem ejacular, há o risco de infecção.

9º MITO: Lavar o pênis ou a vagina antes do sexo oral diminui a chance de contágio. 
Fazer sexo oral sem proteção pode transmitir doenças, mesmo depois da vagina ou do pênis terem sido lavados.

10º MITO: Se não ejacular na boca, não há riscos de contrair uma DST no sexo oral. 
Não é necessário haver ejaculação para haver o risco de contato. Algumas DSTs podem ser transmitidas no contato entre a mucosa da boca com o pênis ou com a vagina.